Rodrigo Saraiva e Afonso Pimentel

Triplic’ARTE Núcleo Casulo – como explicar o que é, numa só frase?

 

Afonso Pimentel –  Numa frase? Somos uma organização de artesãos.

Rodrigo Saraiva – Não conseguiria resumir tudo numa frase. O Núcleo é o que quisermos fazer dele. Inicialmente, a premissa desta associação era a concretização dos conteúdos que fomos deixando na gaveta com o passar dos anos. Rapidamente achámos que seria sensato abrir as portas a quem quiser abraçar esta proposta, como tal, criámos esta célula/plataforma que alberga actores, músicos, bailarinos, e quem mais vier.

t’A – Porquê o Afonso e o Rodrigo? (e é mesmo só o Afonso e o Rodrigo..?)

 

RS – Eu e o Afonso somos, tecnicamente, a cara do Núcleo. Somos amigos há muitos anos e acabamos as frases de ambos. Ainda assim, contamos com uma enorme ajuda de algumas pessoas que quiserem fazer parte desta aventura. E quando digo ajuda, digo-o de peito pleno. Há mais casulos nas trincheiras e a nossa gratidão por termos chegado a essas pessoas é desmesurada. Sem elas o Núcleo seria tridimensionalmente impossível de erguer.

AP – Porque sim. Porque nos conhecemos há 16 anos, porque nos identificamos criativamente, porque nos sabe bem trabalharmos juntos. Trabalhamos com o Vítor Guerreiro, que é uma espécie de “braço técnico”, e outros que ajudaram a formar a estrutura. O núcleo é formado por quem quiser “fazer”!

t’A – Falam do Núcleo Casulo como uma “plataforma” (entre a vontade e o esforço) – mas esta plataforma fica-se pela metáfora, ou existe mesmo? No sentido em que pode ou não haver o objectivo de construírem um elo (site, fórum online, rede social) de ligação entre quem queira transmitir-vos ideias.

 

AP – O núcleo está a crescer. O conceito é, e será sempre, fazer acontecer. Qual a forma em que o núcleo se materializará só o tempo o pode dizer, temos ideias, objectivos e algumas soluções. Vamos testar algumas.

RS – Está tudo em cima da mesa. Somos absurdamente dedicados e respiramos este projecto. Todos os dias actualizamos quem nos contacta, com que intuito, e o quão interessante podem ser essas propostas para nós. Portanto sim, no papel de pessoas comuns estamos completamente contactáveis. Não será difícil encontrar-nos no Facebook, Twitter ou contactar-nos via E-mail (nucleocasulo@gmail.com).

 

 

t’A – Pedem Currículos, apelam às mentes para que colaborem, criem, façam. Actores, encenadores, músicos, escritores, realizadores… Como se “entra” no Núcleo Casulo? Quem pode colaborar, e como?


 

AP – Quem tenha vontade, quem venha para fazer. Procurem-nos nas redes sociais, lá estão todas as informações disponíveis. Enviem-nos o vosso currículo, ideias e sugestões! Temos puzzles para fazer precisamos de peças que se queiram encaixar.

RS – “Entrar” é um precedente delicado na medida em que não erguemos muros a nenhum lobby. Não somos uma tribo snob de criativos, somos só putos com rascunhos. Faz-nos falta quem tem ferramentas, faz-nos falta quem escreve, faz-nos falta quem se esqueceu porque escolheu esta profissão, quem quer “ser” parte disto. Essa é a derradeira premissa.

t’A – O vosso primeiro (grande) projecto chama-se “Filho” – um ciclo de 5 curtas-metragens com temáticas diferentes. Estas curtas já estavam pensadas antes de nascer o Núcleo, ou foram escritas no entretanto do Casulo?


 

RS – Estas curtas resultam de uma vontade inequívoca de tornar reais alguns projectos antigos, outros mais recentes. O Núcleo é por si só o melhor catalisador para os fazer, como tal, juntámos as ganas de almas várias, comprámos lápis de carvão e reunimos conceitos. Outros há por fazer, outros chegarão da mão de amigos. Esse é o vortex criativo que queremos estimular junto de quem “põe as mãos na massa”.

AP – Algumas ideias estavam lançadas, mas nenhuma no papel. Assim que o Rodrigo me desafiou a embarcar nisto percebemos que tinha que ser agora. Escreveu mais em duas semanas do que nos anos todos que andámos a dizer “temos que fazer”.

t’A – Sabemos da vossa parceria com os Klepht. Porquê os Klepht?

 

AP – Os elementos da banda são nossos amigos, queriam fazer um videoclip que quebrasse com a imagem que tinham. Não por necessidade de mudança de imagem, mas porque a letra assim o exigia. A mensagem de IE é partilhada pelo Núcleo, assinamos por baixo. Não precisámos de mais razões para alinhar.

RS – Este single aborda uma temática que nos é muito cara. A estupidificação das massas, a sendentarização dos comportamentos e a falta de vontade de mudar as coisas são temas recorrentes nas nossas conversas e desabafos. A somar a isto, os Klepht são também uma banda numa fase de empreendorismo musical, eles são a sua própria estrutura e portanto a faísca foi rápida. A química e a disponibilidade fizeram o resto.

t’A – Então qualquer banda/pessoa pode solicitar-vos para a realização de um vídeo/documentário/curta, é isso?

RS – Absolutamente, estamos de portas abertas à criatividade de toda a gente. Isso é exactamente o que não condiciona a nossa. Funcionamos como uma colmeia e cada um dá o que tem. A baliza é a simbiose das capacidades de todos, e o resultado pertence a todos aqueles que fizeram parte do projecto.

AP – Qualquer pessoa pode propor ideias ou propor-se para! A ideia é trabalhar ideias, conceitos, pessoas que gostamos. Falemos, se houver entendimento faremos.

Visitem;

http://www.facebook.com/#!/pages/Núcleo-Casulo/185629071462976

http://www.youtube.com/user/NucleoCasulo80

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s