The Vanish Affair

No seguimento do artigo «(um dia com) The Vanish Affair», ainda tivemos tempo para uma breve entrevista.

Por entre risos e devaneios, ficam as respostas destes 4 (bons) rapazes;

triplic’ARTE – Sabemos que antes deste projecto, existia outro…

Edgar – Sim, Jadderz and Rappatack

t’A – Foi desse projecto que nasceram os The Vanish Affair, ou decidiu-se começar um projecto novo, de raíz?

Edgar – Jaderz e Rappatack era só eu e o Sérgio. Fazíamos os instrumentais, e convidámos algumas pessoas para dar voz. Entretanto o Sérgio emigrou, e eu convidei o João (guitarra/voz) para tocar, e gostei logo de compor com ele, e do feeling que ele transmitia… e basicamente inseri-o na banda sem lhe perguntar nada (risos).

Houve uma vez em que não tínhamos voz disponível, e pedi ao João para gravar só uma ideia. Gostei logo do que ele gravou, e a partir dali ele começou a ser o vocalista do projecto. Como éramos só os dois a compor naquela altura, já não fazia sentido continuar com o nome Jaderz and Rappatack. Foi aí que nasceram os The Vanish Affair.

t’A – Este projecto conta já com dois anos de existência, e alguns concertos. Como tem sido o feedback por parte dos vossos ouvintes?

Edgar – No final 2010 demos um concerto para o Termómetro a convite do Fernando Alvim e este ano as coisas começam-se a compor. Até agora tem sido positivo… pelo menos, assim parece!

t’A – Entretanto contam com dois novos membros, o Luís (bateria) e o Gil (baixo). Mas antes não utilizavam bateria… porque decidiram incluir este instrumento?

João – Já tínhamos falado sobre essa hipótese há algum tempo.

Edgar – Sim, já estava planeado incluir um baterista. Experimentámos tocar com outra pessoa, mas optámos por convidar o Luís.

t’A – Qual a vossa opinião sobre a falta de apoio a novos artistas, em particular na área da música?

Luís – Eu já toco há alguns anos, e não noto grande melhoria. A única diferença é que hoje em dia há mais opções – mas para seres tu a pegar nas “coisas”.

Gil – Aqui em Portugal nota-se uma grande descrepância, como nos salários, entre os que já têm a fama toda, e os que estão a querer chegar a algum lado…

João – O que eu noto é que há muitas pessoas que querem ter espaços culturais para música ao vivo, mas depois não há apoios nem icentivos por parte do estado ou câmaras para investir em material e qualidade. Logo, nunca podem haver espaços suficientes para a quantidade de bandas que se querem promover.

Edgar – Nós fazemos o nosso som, e não estamos propriamente preocupados com esse tipo de questões, esperemos que a nossa música fale mais alto.

t’A – O melhor concerto que deram até hoje?

Edgar – O melhor ainda está para vir…

t’A – Vocês já contam com alguns temas, que estão disponíveis na Internet. Não pensam em gravar um LP?

João – Não temos essa prioridade.

Luís – Hoje em dia há muito pouca gente que se dedique a ouvir um álbum duma ponta à outra, no que toca a novos artistas. Ouvem-se singles, música a música. Estamos a ir por aí.

Edgar – Sim… apesar de termos músicas suficientes para gravar um álbum, não tencionamos lançá-las todas ao mesmo tempo.

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